Acções de Formação
No dia 15 de Dezembro de 2007, o Núcleo participou em mais uma acção
de formação da Federação Nacional de Karate Portugal tendo a mesma abordado os seguintes conteúdos:

Ética, desporto e karaté
O desporto sempre esteve intimamente ligado a formas educativas, culturais e formativas, o que sempre nos levou a considerá-lo uma escola de virtudes. O próprio karaté sempre se justificou pelos valores, pela moral, pela ética, pela disciplina e pela formação do carácter. Os actuais programas dos cursos de treinadores não contemplam um módulo que problematize esta temática, fundamental para que estes incutam nos seus alunos e competidores o fair-play e o espírito desportivo – lacuna que se tenta resolver com esta realização. Numa época em que alastra no desporto a violência, o doping, a corrupção, a fraude desportiva, a morte em competição (morte súbita e morte por acidente), a morbilidade (lesões permanentes), a exploração infantil e o treino intensivo precoce, assim como começam a ingerir-se no mesmo a política e a religião, começando até a ser visíveis casos de racismo e de terrorismo, é necessário dar formação aos treinadores neste campo para se poderem evitar e/ou modificar comportamentos perniciosos para o karaté.
A legítima defesa e o praticante de karaté
A legítima defesa e o praticante de karaté
O praticante de karaté possui um background técnico (motor), físico (anatomofisiológico) e mental (psicológico) que lhe permite enfrentar certas e determinadas situações com maior segurança e facilidade que um cidadão comum. Numa situação de agressão, em que condições existe legítima defesa da parte do praticante mesmo existindo essa vantagem proporcional? E em que condições existe o uso excessivo de legítima defesa por parte do praticante de Karaté? E quando os meios empregues por ambos os contendores, sendo um praticante de karaté, são proporcionais, em que situações existe legítima defesa? É pertinente que o treinador de karaté conheça o enquadramento legal do conceito de legítima defesa a fim de transmitir aos seus alunos noções que lhes permitam conhecer as suas responsabilidades e delas se salvaguardarem.